quarta-feira, 31 de outubro de 2012

30ª Bienal para o Dia dos Finados.




Vai ficar em São Paulo no feriadão e ainda não tem um programa bacana para fazer no dia dos finados, então abra bem a sua mente e aproveite para visitar a 30º Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera. 

Com o tema "A Iminência das Poéticas'' a mostra não dispõe de informações suficientes para explicar as obras, em quase todas há somente uma placa com informações básicas. A ideia é justamente provocar o espectador, fazê-lo refletir. 

Caso sinta-se perdido diante de alguma instalação, procure um dos instrutores. Eles podem não explicar os conceitos em sua totalidade, mas orientá-lo. Uma dica: não toque onde não é permitido, nem ultrapasse as faixa que delimitam as obras, evite constrangimentos com os seguranças.

Criatividade e ousadia ultrapassando as fronteiras do entendimento, contidas em obras que chamam mais a atenção pela simplicidade, assim é o começo da mostra.

Tudo é muito interessante e confuso para quem não é tiéte das artes plásticas, mas, com um pouco de esforço é possivel encontrar algum sentido. 

Do Peru, essas telas aparentemente brancas, foram manchadas com a água do mar pelos artistas Alberto Casari e Alfredo Covarrubias. Diferente das pinturas que são meramente uma cópia, essas telas contém, de fato, a natureza.
 

"Os grandes pensadores e poetas morreram, mas suas vozes ainda ecoam nas palavras, por isso foram colocados cornetas nas imagens de personalidades mortas", explica um instrutor.

  
O mesmo instrutor sugere a instalação do artista, Tehching Hsieh. Conhecido por suas performances radicais, em nome da arte, o artista já ficou um ano preso em uma cela, sem ler, escrever, escutar rádio ou ver televisão. Ficou o mesmo período amarrado a uma mulher, também artista plástica, sem tocá-la. Viveu por um ano nas ruas sem entrar em lugares cobertos. Registrou-se em fotografia, toda hora, durante um ano. Começou careca e terminou cabeludo, resultando em  milhares de imagem expostas numa sala inteira:



O centro da 30º Bienal são as obras do artista sergipano, Arthur Bispo do Rosário. Os famosos bordados e montagens com objetos dispensados no hospital psiquiatra onde o artista permaneceu internado.


A mostra reservou uma sala somente de imagens, algumas explicitas, no último piso. Caso esgote a  disposição fisica e mental, e não consiga observá-las, as obras ficam no pavilhão até 9 de dezembro com entrada gratuita. 

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