Primeiro de maio é o dia internacional do trabalhador. Um glorioso feriadão mundial em que a imagem do operário segurando sua pesada ferramenta de trabalho, orgulhoso de sua força, é exaltada nas manifestações mundo afora. Mas no mundo que não pára, o motorista de onibus é obrigado a trabalhar porque os funcionários dos shopping centers precisam cumprir sua sina. Os funcionários das lanchonetes também dão duro para atender os clientes que estão de folga, e resolveram comer fora de casa. No vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, um segurança mantém-se de pé, depois de passar a noite toda vigiando os clientes fumantes do lado de fora de uma balada. A cem metros dele tem festa da CUT, de cima do palco alguém prega contra o capitalismo, contra a cola-cola, contra os juros, impostos e politicos. Mas as pessoas presentes quererem festa embalada com música popular e nem se importam com o discurso cansativo e bebem cerveja Brahma, a única marca autorizada e comercializada dentro da área do show. Na festa que a Central Unica dos Trabalhadores preparou para o 1º de maio de 2012, patrocinada pela BAND FM, o principal assunto é um plebiscito contra aquele imposto sindical que todo trabalhador paga obrigatoriamente uma vez por ano para manter os sindicatos e que, inclusive, mantém a propria CUT.
O motorista Carlos Murilo veio como voluntário colher assinaturas das pessoas que passam diante de um quiosque armado. Segundo ele, a CUT defende a idéia de que o trabalhador não seja obrigado a contribuir anualmente com o imposto. Representantes de classes iriam até as empresas com propostas de melhorias para os trabalhadores que, convencidos , pagariam o imposto espontaneamente. "A CUT é contra a terceirização. Sua festa é cultural com comidas típicas e debates, diferente da festa organizada pela Força Sindical, na zona norte da cidade. A CUT é declaradamente contra a Força Sindical que negócia os salários dos trabalhadores de dentro de um escritório", palavras de Carlos Murilo.
Patrocinada pela rádio TUPI FM, e por dezenas de empresas, a festa da Força Sindical é bem maior que a da CUT. As atrações também atendem a massa. A festa na verdade é a cara do deputado federal "Paulinho da Força'', tanto que milhares de folhetos são distribuidos ao público contendo sua imagem e seus feitos. Os folhetos imediatamente viram lixo, poluindo as vias e dando trabalho mais que dobrado aos varredores da prefeitura, escalados exclusivamente, para trabalhar no evento.
Alguns partidos de ''esquerda'' também aparecem nos folhetos inúteis que ninguém ler, Pc do B e PDT são alguns deles. O PT não aparece, mas surgem bandeiras de um novo partido, o PDSE, Partido do Desenvolvimento Social e Esportivo. Voluntários circulam com pranchetas colhedo assinaturas para fundá-lo.
O PDSE pretende fazer mudanças na área do esporte ''colocar pessoas que realmente entendem do assunto por que os que estão lá não servem de nada", defende Gabriel, funcionário público da Prefeitura de Guarulhos, que veio ao evento dar uma "força" aos seus amigos de trabalho.Além dos esportes, outra causa do PDSE é sobre a maioridade penal, onde menores de 18 anos também pagariam pelos seus crimes. Gabriel recolheu muitas assinaturas, mas durante as apresentações dos cantores, ele prefere não atrapalhar as pessoas, e se põe vigiando a bandeira do partido.
O show da Força Sindical continua e os trabalhadores sem sidicato aproveitam para vender os mais diversos tipos de comida, objetos e bebidas. De repente aparecem fiscais da prefeitura prontos para trabalhar protegidos da policia militar. Os ambulantes correm desesperados empurrando carrinhos de milho verde e de bebidas. Uns correm com churrasqueiras em brasa numa mão e os espetinhos de gato na outra, outros levam algodões doces e balões coloridos. Alguns não conseguem salvar seus produtos e são pegos e humilhados em público. A festa termina pra eles. Enquanto isso os motoristas continum trabalhando, os funcionários dos shoppings, também. No anhangabaú a CUT odeia a festa da Força Sindical. Mas o Paulinho da Força deve está contente com exaltação garantida.
O motorista Carlos Murilo veio como voluntário colher assinaturas das pessoas que passam diante de um quiosque armado. Segundo ele, a CUT defende a idéia de que o trabalhador não seja obrigado a contribuir anualmente com o imposto. Representantes de classes iriam até as empresas com propostas de melhorias para os trabalhadores que, convencidos , pagariam o imposto espontaneamente. "A CUT é contra a terceirização. Sua festa é cultural com comidas típicas e debates, diferente da festa organizada pela Força Sindical, na zona norte da cidade. A CUT é declaradamente contra a Força Sindical que negócia os salários dos trabalhadores de dentro de um escritório", palavras de Carlos Murilo.
Patrocinada pela rádio TUPI FM, e por dezenas de empresas, a festa da Força Sindical é bem maior que a da CUT. As atrações também atendem a massa. A festa na verdade é a cara do deputado federal "Paulinho da Força'', tanto que milhares de folhetos são distribuidos ao público contendo sua imagem e seus feitos. Os folhetos imediatamente viram lixo, poluindo as vias e dando trabalho mais que dobrado aos varredores da prefeitura, escalados exclusivamente, para trabalhar no evento.
Alguns partidos de ''esquerda'' também aparecem nos folhetos inúteis que ninguém ler, Pc do B e PDT são alguns deles. O PT não aparece, mas surgem bandeiras de um novo partido, o PDSE, Partido do Desenvolvimento Social e Esportivo. Voluntários circulam com pranchetas colhedo assinaturas para fundá-lo.
O PDSE pretende fazer mudanças na área do esporte ''colocar pessoas que realmente entendem do assunto por que os que estão lá não servem de nada", defende Gabriel, funcionário público da Prefeitura de Guarulhos, que veio ao evento dar uma "força" aos seus amigos de trabalho.Além dos esportes, outra causa do PDSE é sobre a maioridade penal, onde menores de 18 anos também pagariam pelos seus crimes. Gabriel recolheu muitas assinaturas, mas durante as apresentações dos cantores, ele prefere não atrapalhar as pessoas, e se põe vigiando a bandeira do partido.
O show da Força Sindical continua e os trabalhadores sem sidicato aproveitam para vender os mais diversos tipos de comida, objetos e bebidas. De repente aparecem fiscais da prefeitura prontos para trabalhar protegidos da policia militar. Os ambulantes correm desesperados empurrando carrinhos de milho verde e de bebidas. Uns correm com churrasqueiras em brasa numa mão e os espetinhos de gato na outra, outros levam algodões doces e balões coloridos. Alguns não conseguem salvar seus produtos e são pegos e humilhados em público. A festa termina pra eles. Enquanto isso os motoristas continum trabalhando, os funcionários dos shoppings, também. No anhangabaú a CUT odeia a festa da Força Sindical. Mas o Paulinho da Força deve está contente com exaltação garantida.





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