domingo, 4 de março de 2012

Criolo e Toquinho de graça!

Show de graça no final de samana? oba! Vamos que vamos! A primeira tentativa, o sangue novo da música brasileira, Criolo. Ele é, sem dúvidas, o artista do momento aqui em sampa, talvéz isso justifique a disputa absurda para conseguir um ingresso do seu show. Sendo gratis então, nem se fala. No último sábado ele fez uma apresentação do Centro Cultural da Juventude, no bairro Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. A divulgação pedia antecedencia de 3 horas para a retirada do ingresso com a apresentação às 20hs, mas quem chegou às 17hs surpreendeu-se com a quantidade de pessoas já na fila de entrada. Os ingressos haviam sido distribuidos às 16hs, e a fila para retirá-los começou a se formar às 11hs da manhã! Segundo depoimentos, houve confusão na distribuição e quem conseguiu pegar mais de uma entrada tentava lucrar oferecendo cada uma por R$ 50,00. 
Voltar para casa e esperar o domingo. Toquinho se apresentaria no CEU Canto do Sol, na Zona Leste de São Paulo às 18hs.



A disputa pela entrada não foi como a do Criolo, mas o teatro do CEU QUINTA DO SOL, na zona leste, ficou lotado. 
Toquinho entrou sem cerimonias, sorridente e muito modesto tocou o melhor do seu repertório, e que repertório! Composições suas com Vinicius de Moraes, Jorge Ben Jor, Dorival Caymmi e Tom Jobim hipnotizaram o público. Antes de executar a primeira canção''Tarde em Itapuã'' ele contou que a letra da música foi um poema que Vinicius de Moraes fez para Dorival Caymmi. O poema de tão bonito fez com que ele o''roubasse'', transformado-o em canção sem que o Vinicius soubesse. A explicação para cada composição seguiu-se durante todo a apresentação. O bom humor e o prazer de ser um músico ''ainda aprendendo'' e agradecendo o público presente por várias vezes, tornou o show um espetáculo de talento e simplicidade. Difícil falar de tanta maestria e dominio com as cordas.
No meio da apresentação ele abriu um parenteses e chamou ao palco uma convidada, a jovem cantora Anna Setton que cantou clássicos do sampa e da mpb, entre eles Carinhoso, de Pexiguinha. A parte final ficou com seu famoso repertório infantil. O pato, O caderno, e uma das músicas mais bonitas do mundo, Aquarela, fez algumas pessoas chorar de emoçao. Para finalizar, o clássico de Adorinan Barbosa, O Trem das Onze, levantou o público dos acentos para cantar, sambar e voltar para casa maravilhados com tanto talento.

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