Do sudoeste baiano à costa do cacau, no litoral, a paisagem muda bastante. Deixa-se o frio da Chapada Diamantina, seu sotaque baiano, bastante influenciado pelo caipira do norte de Minas Gerais, e chega-se à região verde e úmida de grandes fazendas decadentes. Os pés de cacau espalhados pela vegetação não fazem mais a economia da região desde 1993, quando a praga ''vassoura de bruxa'' levou à ruína, de forma vertiginosa, o cultivo do fruto. Em Itabuna - que já foi a segunda maior produtora de cacau do mundo, a extensa periferia, as ruas irregulares, cheias de construções inacabadas, são sinais de que existem na cidade grandes problemas sociais. Trinta quilômetros adiante está Ilhéus, sua bela geografia, sua história estampada nos casarões colonias e, como Itabuna, sua extensa periferia.
As mazelas da região que um dia inspirou nosso maior escritor, Jorge Amado, da frutos à marginalidade e, junto à praga do craque, que assola 98 % porcento dos municípios brasileiros, pode ser a causa do crescente numero de assaltos nas belíssimas praias de Itacaré, distante a 60 km de Ilhéus.
São muitos os relatos de pessoas que foram assaltadas em Itacaré na internet. Entre eles, há o caso de um turista italiano, morto porque se negou a entregar sua câmara fotográfica aos bandidos na praia da Tiririca. Por causa desse e de outros casos, fazer uma viagem para as praias de Itacaré tornou-se um risco ou uma ''roleta russa" para muitos internautas.
As mazelas da região que um dia inspirou nosso maior escritor, Jorge Amado, da frutos à marginalidade e, junto à praga do craque, que assola 98 % porcento dos municípios brasileiros, pode ser a causa do crescente numero de assaltos nas belíssimas praias de Itacaré, distante a 60 km de Ilhéus.
São muitos os relatos de pessoas que foram assaltadas em Itacaré na internet. Entre eles, há o caso de um turista italiano, morto porque se negou a entregar sua câmara fotográfica aos bandidos na praia da Tiririca. Por causa desse e de outros casos, fazer uma viagem para as praias de Itacaré tornou-se um risco ou uma ''roleta russa" para muitos internautas.
Itacaré tem pouco mais de 24 mil habitantes e sua economia está centrada no turismo. Seu desenvolvimento se deu com o melhoramento da estrada Ilhéus-Itacaré, em 1998. Hoje a cidade possui várias pousadas de luxo com vista para mar, a maior parte delas está concentrada na praia da concha. Uma diversidade de restaurantes, refinados ou não, para atender turistas "gringos" e brasileiros, juntamente com ateliês de arte, lojas de artesanatos e bares enfeitam a Rua da Pituba, que dá acesso às praias mais próximas da cidade. Na entrada da cidade, de costas para o mar e para o reduto de turistas cresce uma periferia.
Mas os crescentes casos de violência não é maior que a exuberante natureza de Itacaré. Além das 13 praias, há cachoeiras e as corredeiras do Rio de Contas. Essa diversidade, quase única nos litoral brasileiro, a mantém como rota de refugio de turistas europeus, australianos, americanos e brasileiros. É preciso tempo para aproveitar todas as possibilidades de divertimento integrados à natureza como surfe, arborismo rafiting, e caminhadas em cenários paradisíacos.
Quem pretende ficar pouco tempo na cidade pode se contentar com as praias mais próximas da cidade, Concha, Resende, Tiririca e Ribeira, uma mais bela que a outra.
Na praia da Ribeira dá para fazer uma gostosa caminhada de meia hora pela mata atlântica até a Prainha. Vários guias abordam os turistas na entrada na trilha para guiá-los por R$ 25,00. Mas o caminho está tão batido que é comum cruzar com pessoas fazendo o trajeto sozinhas. É nessa trilha que ocorrem os assaltos. Mas vale arriscar. Não é tão perigoso assim. Seria uma "roleta russa" com uma bala num tambor de mil furos.
Na praia da Ribeira dá para fazer uma gostosa caminhada de meia hora pela mata atlântica até a Prainha. Vários guias abordam os turistas na entrada na trilha para guiá-los por R$ 25,00. Mas o caminho está tão batido que é comum cruzar com pessoas fazendo o trajeto sozinhas. É nessa trilha que ocorrem os assaltos. Mas vale arriscar. Não é tão perigoso assim. Seria uma "roleta russa" com uma bala num tambor de mil furos.
A prainha é uma praia particular, talvez por isso ela seja tão conservada. O acesso se dá somente pela trilha. Lá pode-se tomar água de cocô por R$ 3,00 e comer um espetinho de queijo na brasa, também, por R$ 3,00. Além disso há um chuveiro e banheiros de graça para o visitantes consumidores da cabana.
Embora pequeno, o centro histórico de Itacaré é bem conservado. Muitos casarões coloniais viraram pousadas e restaurantes. A pequena igreja está virada para a praia da Coroinha, a mais urbana da cidade onde os barcos são atracados.
Embora pequeno, o centro histórico de Itacaré é bem conservado. Muitos casarões coloniais viraram pousadas e restaurantes. A pequena igreja está virada para a praia da Coroinha, a mais urbana da cidade onde os barcos são atracados.
O artesanato de palha, bambu e renda é praticado com esmero pelos nativos, sendo um dos meios de se obter uma renda em Itacaré.
Apesar da beleza das praias, as refinadas pousadas de luxo, lojas, restaurantes e bares, não é difícil observar crianças trabalhando sob o sol forte, oferecendo fatias de melancia, panquecas e água de coco aos turistas nas praias. Como acontece em outros pontos turísticos litorâneo brasileiro a bela região de Itacaré convive, de fato, com aquele ''paradoxo'' cantado um dia por Gilberto Gil.







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