Acostumada a ter festas fechadas, que, na maioria das vezes são uma extensão do micareta, a cidade de Vitoria
da Conquista conseguiu neste ano de 2011, realizar um grande festival de rock-alternativo.
Durante os dias 28, 29 e 30 de outubro, o Coletivo Suiça Baiana trouxe para
tocar em seus dois palcos, 29 bandas de 9 estados do Brasil, entre elas, Ratos
de Porão, Autoramas, Marcelo Jeneci e EMICIDA.
Estive no primeiro e “hermânico”, dia do festival.
O leitor antenado deste relato sabe que o surgimento do Los Hermanos, há pouco
mais de dez anos, influenciou muitos jovens, que deixaram a barba crescer e
montaram bandas com sonoridade sofisticada e letras intelectualizada. A
exceção do Autoramas, todas as bandas que se apresentaram do primeiro dia do Suiça Baiana, leva um pouquinho de Marcelo Camelo no coração.
O local do Festival, o Clube D'Waller, fica localizado
numa área nobre da cidade de Vitoria da Conquista. Na entrada, alguns
organizadores abordavam as pessoas para perguntar qual foi o meio de transporte
utilizado para se chegar ao local. O objetivo era ter um numero
aproximado da quantidade de dióxido de carbono emitido durante o trajeto. Seguranças, um ótimo lounge, bebidas vendidas a um bom preço, deu – de cara-
uma boa impressão ao evento. Dois palcos idênticos com som e iluminação, impecáveis, foram montados no gramado do clube, um ao
lado do outro, para diminuir o tempo de espera de uma
banda para outra.
Começando pelo show do Nevilton - o primeiro apreciado por este narrador. O trio do Paraná fez uma excelente apresentação, tocando músicas do seu primeiro e elogiado EP, Pressunposto e do recém laçado CD, De Verdade. Sendo, também, a primeira banda a iniciar um diálogo com público que permanecia tímido em frente ao palco. Gloom, banda de Goiania, se apresentou em seguida. Tendo a frente a vocalista e guitarrista, Niela, a Gloom surpreendeu o público fazendo o show mais dançante da noite, graças a mistura do rock pós-Los Hermanos, Ska e ritmos brasileiros.
Já havia um número considerável de pessoas no gramado quando subiu ao palco vizinho a banda gaucha Apanhador Só. O símbolo da banda, uma pequena bicicleta com um aro de aço do local do guia, foi exposto no palco. Numa das canções, o aro de aço era rodado por um dos integrantes, extraindo dele um ruído interessante para a música que se executava. A banda, já conhecida no cenário alternativo brasileiro, falou pouco, fez bonito no palco e empolgou o público.
Começando pelo show do Nevilton - o primeiro apreciado por este narrador. O trio do Paraná fez uma excelente apresentação, tocando músicas do seu primeiro e elogiado EP, Pressunposto e do recém laçado CD, De Verdade. Sendo, também, a primeira banda a iniciar um diálogo com público que permanecia tímido em frente ao palco. Gloom, banda de Goiania, se apresentou em seguida. Tendo a frente a vocalista e guitarrista, Niela, a Gloom surpreendeu o público fazendo o show mais dançante da noite, graças a mistura do rock pós-Los Hermanos, Ska e ritmos brasileiros.
Já havia um número considerável de pessoas no gramado quando subiu ao palco vizinho a banda gaucha Apanhador Só. O símbolo da banda, uma pequena bicicleta com um aro de aço do local do guia, foi exposto no palco. Numa das canções, o aro de aço era rodado por um dos integrantes, extraindo dele um ruído interessante para a música que se executava. A banda, já conhecida no cenário alternativo brasileiro, falou pouco, fez bonito no palco e empolgou o público.
O
porta-voz do festival apresentou a Maglore como a banda soteropolitana mais
conquistense da Bahia. Deu para saber o porquê. A banda tem um público fiel em
Vitoria da Conquista, talvez por isso seu show foi o mais empolgante da noite.
Além de ótimas composições o vocalista e guitarrista Teago Oliveira, carrega,
com seu timbre, a identidade da banda, uma das melhores do cenário
alternativo brasileiro.
O Autoramas deu uma pausa às canções emotivas e executou um rock cru, direto
e divertido. O trio, afinadíssimo, começou o show no seu estilo rockabilly,
passou pelo rap-hardcore com a entrada do ex-Planet-Hemp, B-Negão e terminou
fazendo um cover de "Seek and Destroy, do Metallica. Autoramas e B-Negão
ainda fizeram versões rock para as músicas Let’s Groove do setentista
grupo disco, Earth, Wind and Fire e Private Idaho do B-52s. Durante a
execução de “Dig-dig-dig” e “Legalize já” principiou-se a “rodinha punk” em
frente ao palco e uma nuvem de poeira subiu imediatamente.
A apresentação de Os
Barcos depois do eletrizante show do Autoramas representou uma quebra de clima.
A banda de Vitória da Conquista fez um show morno
e tecnicamente deixou a desejar. O
vocalista e baixista, Max Eduardo, demonstrou cansaço na metade do repertório e
a banda não conseguiu empolgar o público.
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| Foto Erica Daniela |
A demora de mais de uma hora com a
afinação dos instrumentos de Marcelo Jeneci deixou muita gente cansada. Quando
ele subiu para tocar com Laura Lavieri e banda, haviam somente algumas dezenas
de pessoas em frente ao palco. Depois de agradecer a paciência dos que
conseguiram esperar, ele perguntou por que a cidade de Vitoria da Conquista
tinha tanta funerária. “Durante minha passagem pela cidade eu contei umas 15”
disse. Antes de tocar "Dar-te-ei", fez questão de lembrar do seu encontro com
Roberto Carlos para quem ele dedicou a canção. Uma versão de "Amado",
composição sua com Vanessa da Mata, foi cantada em uníssono pelos presentes.
"Pense duas vezes", fez alguns corpos cansados pularem por alguna segundos. Houve
falhas no som e microfonias durante a apresentação, mas o talento de Marcelo
Jeneci conseguiu hipnotizar os presentes que resistiram até às 4 da madrugada.


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